quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A barriga vazia

As mudanças no vínculo mamãe e bebê

Os nove meses de gestação se passaram, o parto já aconteceu e um novo membro está presente na família. Os primeiros meses transcorrem com cada dia sendo uma nova descoberta, principalmente na relação entre a mamãe e seu bebê.
Com o passar dos meses cria-se um vínculo emocional, e a criança percebe sua mãe fazendo parte dela, como se a figura materna fosse sua continuidade. Podemos dizer que ambas constituem uma só unidade.
Estudos mostram que no intermédio do primeiro e o quinto mês de idade, a relação apresenta-se através da simbiose, ou seja, destacando o desenvolvimento emocional, em que a criança está unida à mãe em uma matriz única e indistinta - uma completando a outra: suprema perfeição. A mãe reconhece à distância o choro de seu bebê, seja este de fome, frio, ou necessidade de trocar a fralda. Ao passo que o bebê reconhece todas as características de sua mãe.
Por volta dos cinco meses, tem início um processo pelo qual a criança começa a perceber, não só o mundo que a rodeia, mas também as pessoas e seus próprios limites corporais. Como exemplo, que mãe já não sorriu ao ver o esforço de seu bebê, tentando alcançar o pezinho, ou explorando os brinquedos em volta do berço? Ele está estreitando contato com o meio ambiente. Toda e qualquer mudança faz parte do desenvolvimento. Por essa razão, foi necessário percorrermos juntos a retrospectiva acima, para alcançarmos a fase em que ocorre o processo de separação e individuação. Essa fase é marcada por uma extrema angústia de separação, na qual a criança passa a fim de obter sua identidade.
Aos oito meses, os bebês começam a engatinhar adquirindo progressivamente as habilidades necessárias para separar-se fisicamente de sua mãe. Mas emocionalmente, a angústia aumenta provocando algumas reações no bebê, que podem percorrer desde a falta de apetite até a dificuldade em dormir.
Esses obstáculos que o bebê apresenta ao sentir-se sozinho mesmo que sua mãe esteja por perto, recebe como explicação, que este ainda não conseguiu reter a imagem da figura materna internamente, ocasionando angústia ao perceber que esta se afastou. Pois nessa fase, o que sai do campo de visão da criança é entendido como tendo desaparecido.
A brincadeira de achar e esconder, utilizando uma fralda, serve de exemplo. Ao cobrir o rosto do bebê, seu campo de visão fica limitado, e este acredita que a pessoa que está brincando com ele, sumiu. Porém, ao retirarmos a fralda, como num passe de mágica, a pessoa volta a existir e ele sorri.
Com a maturação, o bebê obtém a constância objetal emocional, e assim pode recorrer a imagem gravada internamente de sua mãe. Um recurso muito utilizado é eleger um objeto que represente o elo da relação mamãe e bebê, com o objetivo de proporcionar à criança o sentimento de segurança., mesmo estando longe da mãe.
Por fim, este artigo percorreu algumas fases, tentando ilustrar passagens que deixam sem respostas algumas mães. Se pensarmos que no início, o bebê imaginava-se uno com sua genitora e depois percebe-se sendo alguém diferente dela. A angústia provocada por essa sensação emite sintomas. E é normal a manha, o entristecer, a agitação ou a falta de apetite e dificuldade para dormir, fatores que trazem tanta preocupação aos pais.
E ninguém melhor do que você mamãe, para saber o que seu bebê necessita nas horas de sono, alimentação, higiene, lazer entre outras coisas.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Como se Preparar para a Massagem Shantala

Prepare o ambiente, defina um horário adequado e capriche no carinho


Para que entre na rotina do bebê, a terapeuta Veena Mukti orienta que a shantala seja praticada diariamente. O horário fica a critério da mãe, desde que a criança não esteja com sono, com fome ou chorando muito. Também é desaconselhável começar uma sessão logo depois da mamada. É importante esperar pelo menos meia hora depois que o bebê mamou no peito ou uma hora, se ele tomar mamadeira – tudo para evitar que o pequeno regurgite.

Vale reservar um tempo só para a shantala, de modo que a mãe não seja interrompida e possa seguir o passo-a-passo da técnica até o fim. Só a interrompa para atender às necessidades do bebê – um xixi, por exemplo. “Se for uma pausa rápida, é possível continuar do ponto onde se parou. Se forem mais de dez minutos, o ideal é recomeçar”, orienta Veena.

Se o bebê estiver gripado, com febre ou outro sintoma, a prática deve ficar suspensa. Caso ele durma, deixe a massagem para outro momento. Especialmente no verão, se a pele dele estiver sensível ou com brotoejas, evite a massagem e o uso de óleo.

Como a criança deve ser massageada sem roupa, cheque se o ambiente está aquecido, com uma temperatura agradável, principalmente no inverno. E aqueça as mãos em água morna antes de tocá-lo.

O toque é firme, de modo que a mãe sinta a musculatura do bebê, mas a intensidade precisa ser confortável para os dois. O óleo vegetal puro – prefira os de farmácias de manipulação – ajuda a esquentar as mãos e facilita o deslizamento pelo corpo da criança.

Para as crianças que têm refluxo, é sempre bom colocar uma almofada sobre as pernas da mãe para que a cabecinha não fique tão baixa. Além disso, procure se proteger com uma fralda – afinal, quando o bebê relaxa, o intestino tende a funcionar.

O estado emocional de quem aplica a shantala influencia o bem-estar do pequenino. Por isso, em dias tensos, a sugestão é que, antes de pôr as mãos à obra, a mãe tome um banho relaxante, respire fundo e fique em silêncio.

Originalmente, a shantala era realizada pela mãe, mas, no Brasil, os terapeutas estimulam os pais e as pessoas próximas a também praticar a técnica. 

Amamentação Correta

Todo mundo diz que amamentar é instintivo, mas não é bem assim. Sempre é bom aprender alguns truques. Veja as dicas
Dicas anotadas!Agora é tentar, mais não se culpe se não der certo. O bom é saber que tentou.
Os princípios do Pilates
 
 
Muito além de trabalhar o corpo, o pilates trabalha com interior dos praticantes. Isso significa conquistar mais bem-estar por meio da prática da concentração, respiração e precisão.
De acordo com o livro “O Corpo Pilates”, de Brooke Siler, o método pilates é baseado em seis princípios. Conheça cada um deles:
Concentração – A fim de trabalhar o físico, é necessário estar presente com a mente – é ela que comanda a ação. Por isso, é fundamental prestar atenção nos movimentos executados e observar como os músculos respondem.
Controle O domínio muscular preconizado pelo método consiste na ausência de movimentos descuidados, automáticos ou casuais. Nenhum exercício no pilates é feito simplesmente por fazer. Cada movimento tem uma função.
Centro de força Temos um grande grupo de músculos no centro – abdômen, lombar, quadris e glúteos. Pilates chamou esse conjunto de “casa de força”. Toda a energia necessária à realização dos exercícios se inicia nela e flui para as extremidades.
Fluidez No método pilates não existem movimentos estáticos, isolados, porque o corpo não funciona naturalmente dessa maneira. Pelo contrário, eles são fluidos, como um longo passo ou uma valsa.
Precisão A concentração em fazer um movimento preciso e perfeito em vez de muitos sem vontade é condição essencial do pilates. Deixar de fora qualquer detalhe é abandonar o valor intrínseco do exercício.
Respiração A respiração completa renova a circulação do ar, oxigena o sangue e ainda ajuda no controle dos movimentos durante os exercícios, assim como no dia a dia.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Havan - O Ritual do Fogo



Restaurar o equilíbrio entre a humanidade e o planeta é o desafio que enfrentamos hoje. O ritual tântrico de fazer oferendas ao fogo desperta o respeito pela natureza e recria o elo entre o homem e a Mãe Terra.
O ritual é a interface entre a ecologia interna e a ecologia externa. O havan purifica corpo e mente do praticante, o ambiente e a própria Terra.

Vamos usar o mantra Maha Mrityunjaya, que é um poderoso instrumento para curar o corpo físico, as emoções, a mente, as pessoas com quem nos relacionamos e o próprio planeta.


CURSO AYURVEDICA

INSTITUTO SHAMBALA - SUDDHA DHARMA MANDALAM

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História da Ayurveda ;Tridoshas e Trigunas ; Sapta Dhatus ; Energias

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MG , Supervisionado pelo Dr. Ruguê.

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Início: abril 2012

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Shiatsu e acupuntura para gestantes - Entenda os benefícios das técnicas orientais durante a gravidez

 
Sou um entusiasta quando o assunto é conviver com mulheres. Por uma dessas razões misteriosas do destino, em várias etapas da minha vida estive envolvido por elas, tanto social quanto profissionalmente. O fácil acesso que sempre tive ao universo feminino, no entanto, nunca esgotou minha admiração e curiosidade pela riqueza de aspectos que definem essa "espécie adorável de poesia eterna" como diria Vinicius de Moraes. O privilégio de poder acompanhar ao longo de vários anos as transformações que ocorrem na vida de uma paciente é algo extremamente motivador, e o aprendizado mais valioso que experimento de tempos em tempos é, sem dúvida, o processo de gestação.

A proximidade que começa a evoluir a partir de "um simples toque", durante o shiatsu, por exemplo, transforma-se naturalmente numa relação de confiança. Não raro, conversas profundas se desenrolam orientadas pela maternidade. Os assuntos revelam curiosidades sobre a visão oriental na saúde da mulher, quais são os casos onde o shiatsu e a acupuntura se aplicam, bem como a necessidade de autoconhecimento - que torna-se mais evidente nesse momento e contribui de forma crucial para a educação dos esperados rebentos.

A medicina tradicional chinesa, origem dos fundamentos do shiatsu e acupuntura, tem na sua raiz um aspecto que considero bastante íntimo a todas as mulheres. Trata-se de uma atenção primordial aos ciclos naturais. Nesta visão de mundo, somos influenciados e influenciamos - numa corrente de mão dupla - através dos ritmos e dos movimentos pelos quais a energia da vida se manifesta. Para uma perspectiva prática, o principal aspecto de saúde que revela a presença dos ritmos corporais, segundo a medicina tradicional chinesa, é o ciclo de circulação de QI no organismo (veja box).

Ser mulher, principalmente durante a gestação, é uma experiência de crescimento. Crescimento para os lados - diriam as mais pragmáticas - e tudo o que isso acarreta para a rotina, como dor lombar, dificuldade de dormir, inchaço nas pernas e pés, mas, principalmente, na minha opinião, uma experiência de crescimento interior. O shiatsu e a acupuntura podem ser aliados nessa fase. Entenda:

  • As compressões e mobilizações realizadas pelo shiatsuterapeuta favorecem a drenagem de edemas que são comuns durante a gestação. A retenção de líquidos é mais visível nos pés e tornozelos e dificulta a utilização de alguns calçados, tornando a locomoção - já alterada pela sobrecarga e o reposicionamento articular - desconfortável.
  • As manobras estimulam regiões da pele por todo o corpo, desfazendo obstruções que atrapalham a circulação de QI e sangue e geram dor. Na região das pernas, o shiatsu além de aliviar a sensação de peso e dor provenientes do peso extra, também atua como prevenção contra o surgimento de varizes.
  • Durante a gestação, o shiatsu consegue tratar a rigidez muscular -aumentando o arco de movimento (comprometido pelo excesso de trabalho que as novas posturas provocam) e aliviar quadros de ansiedade simultaneamente.
  • Em casos de insônia ou oscilações de humor, já que o uso de medicamentos é contra-indicado durante a gravidez, a acupuntura pode ser uma importante ferramenta para a manutenção do bem-estar.

QI - Sopro Vital

Uma das traduções que mais se aproxima do conceito, define o QI como "sopro vital". Na prática clínica, tanto o acupunturista como o shiatsuterapeuta tem como objeto de intervenção justamente a circulação de QI no organismo. O ciclo de circulação deste "sopro vital" obedece a uma espécie de "relógio biológico" que marca sua expressão máxima pelos diversos órgãos e do corpo em períodos sucessivos de três horas ao longo do dia e da noite.

SOBRE O AUTOR
 
Acupunturista e shiatsuterapeuta pela Academia Brasileira de Artes e Ciências Orientais. Graduando em Fisioterapia, atua em programas empresariais de qualidade de vida.
contato: gustavo.lunz@gmail.com

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Yoga para os pequenos

Ioga para crianças

Como a ioga ensina os pequenos a lidarem melhor com as emoções, desde bem cedo

Criança praticando ioga
A ioga estimula a consciência corporal das crianças
Foto: Getty Images

A procura pela ioga infantil tem aumentado a cada ano. Só a Omnisciência - fundada em 2004 e ligada a um dos mais respeitados centros de ioga do mundo, a Self Realization Fellowship - já orientou mais de 1500 crianças. "Se incluirmos outros lugares em que atuamos, como escolas e espaços culturais, o número sobe para 7500", diz a professora de meditação Maeve Vida, que instrui a molecada dos 3 aos 9 anos.
E o melhor: a ioga atrai os pequenos porque as aulas são incrivelmente lúdicas - sim, nenhuma criança experimenta posturas complicadas ou fica decorando palavras em sânscrito. "Minha filha é muito ativa e curiosa, mas tinha dificuldade em fixar a atenção", diz Érica Li, mãe de Maria. "Eu a coloquei na ioga para que se concentrasse mais. Achei que ela não aguentaria nem 5 dos 40 minutos da aula e me surpreendi ao vê-la curtindo as atividades. Em um mês, a concentração dela melhorou, parece que ficou mais focada. Notei nas brincadeiras, porque Maria passou a ficar mais tempo fazendo a mesma coisa."
Corpo, mente e emoções
Além da noção equivocada de que praticar ioga é viver no mundo da lua, outra ideia errônea é associá-la com religião. "Ioga tem a ver com espiritualidade - a palavra vem do sânscrito yug, que quer dizer união - e busca o equilíbrio entre corpo, mente e emoções", explica Krishnapriyananda Saraswati, mestre de ioga. "A ioga surgiu na Índia há 50 séculos e foi codificada entre 200 a.C. e 400 d.C. por um personagem meio real, meio fictício, chamado Patanjali", conta.
Bom organizador, Patanjali estabeleceu oito grandes fundamentos para sua escola de ioga: princípios éticos e morais, posturas físicas, exercícios respiratórios, atenção no mundo interno, concentração, meditação e realização da meta, cada um com o respectivo nome complicado em sânscrito. É no fundamento dos princípios éticos - que são cinco: não-agressão, verdade, honestidade, desapego e controle dos sentidos - que se baseiam a educação das crianças indianas e as aulas de ioga para as ocidentais. "A não-agressão ou ahimsa é a primeira noção que elas aprendem e significa não causar sofrimento a nenhum ser, incluindo a si mesmo - seja através de palavras, pensamentos ou ações", esclarece Krishnapriyananda.
Mais um ganho importante para as crianças: a ioga estimula a consciência corporal. "Os gestos e posturas trabalham a psicomotricidade, a coordenação motora e a lateralidade", aponta a pedagoga, professora de ioga e terapeuta corporal Vania Lucia Slavero, de Curitiba. Além disso, os ensinamentos de Patanjali proporcionam aos pequenos uma visão de mundo muito mais amorosa. "Sempre encerramos a aula imaginando uma fada que lança um pó mágico de amor nas pessoas ao nosso redor, nos bichos, e vamos ampliando para a cidade, para o planeta, enchendo tudo desse sentimento. Essas coisas as crianças não esquecem mais. São vivências que viram valores", diz Andrea Matos, professora de ioga no Espaço Interno, de São Paulo.